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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Basta de Naturalismo

Infelizmente os dias do naturalismo cada vez mais se fazem sentir. Há alguns séculos atrás as pessoas (generalidade) de uma forma natural, ainda que sendo indoutas, reconheciam que Deus havia criado o universo e era a resposta para as questões sobre a existência da vida, hoje parece que os ventos se mudaram e naturalmente as pessoas, ainda que indoutas, acreditam que Deus afinal não existe, Há umas poucas décadas C. S. Lewis constatou isto, hoje facilmente se pode perceber que o facto piorou. Mas afinal não é para estranhar, pois já o apóstolo Paulo, inspirado por Deus, há cerca de 1900 anos atrás nos alertava, dizendo que nos últimos dias operaria o mistério da injustiça, o qual se levanta contra tudo o que é Deus ou se adora. E Hoje que vivemos nós? Olhem para o academismo que as teorias que excluem Deus ganharam, a minha geração anda a aprender que veio do nada e para o nada vai, Deus é religião e ainda por cima da chata, nem sequer é novidade. Mas caros leitores certamente não escrevo o quereis ouvir, mas de certo escrevo a verdade. Não é saudosimo crer num Deus único e pessoal, nem coisa de gente ignorante, antes é atitude de gente extremamente sábia, que consegue pensar fora desta caixa moderna, que consegue furar a onda deplorável de pseudo-conhecimento e afirmar numa sociadade às cegas, que a única luz para o ser humano é crer em Deus.

O advento do humanismo não trouxe a boa solução que se propunha trazer, antes trouxe maldade. Que é isto?! Eu não neglegencio o grande avanço que o humanismo troxe a relativamente todas as ciências, eu peno é porque a injecção ao corpo foi onde não podia ir, rompeu a alma. Veio o humanismo de uma forma dissimulada induzir falsidades. Em virtude de se curar o homem, espetou-se-lhe a última facada. Pois é certo que de certa forma o período anterior a este não era o melhor e Homem percisava ser redescoberto, mas o homem sozinho no centro do universo é como um barquinho a vagar em pleno mar alto, e hoje está socumbido pelas ondas, receio que nossos filhos já não saibam distinguir o bem do mal, cabe aos pais deste século redescobrirem com eles o que é a vida realmente, se é um acaso ou uma dádiva.
Só num Ser eternamente poderoso que se importa com o
Homem, o mesmo pode angariar a paz que procura,
não porque é mentalmente confortável, na verdade
desconfortável, mas sim porque é o redescobrir
do propósito do Homem.

Não há verdade, nem bem, nem sentido na vida, somos uma piada cósmica e por sinal gostávamos de ser felizes. Matar alguém pode ser considerado uma ajuda à selecção natural, um padrão de moral não passa de um mecanismo cerebral como tal o que para ti tem crédito para mim não tem nenhum e aliás até mesmo o livre-arbítrio já perdemos, pois tudo é efeito de uma causa que já nem se sabe de onde vem. Estão a ver no mundo em que estamos? Será que a vida é pior que a morte? Não há qualquer tipo de padrão naturalista para abordar esta questão, vamos ver mais e mais suicídios, experiências com narcóticos, imoralidade e tudo o que mais daí possa vir. Se Deus morreu, também morreu o Homem e se o Homem morreu não existe vida. Quem pensa assim não leva esse pensamento ao extremo pois tem a moral de seus pais, mas pense nos seus filhos! Estamos a fazer dos homens animais, do ser racional e espiritual um amontoado de matéria que ainda se há de tornar num pedaço de rocha. Glória a Deus pela consciência moral e pelo raciocínio que ainda vai dando o alerta vermelho neste mundo decaído.

Só num Ser eternamente poderoso que se importa com o Homem, o mesmo pode angariar a paz que procura, não porque é mentalmente confortável, na verdade desconfortável, mas sim porque é o redescobrir do propósito do Homem. Oh sim! A vida tem propósitos.

Já dé-mos tempo demais ao paleio naturalista, a humanidade percisa é de Deus, a humanidade não vai encontrar nada dentro de sí que a possa ajudar, a ajuda tem de vir de fora, mais especificamente de Deus. Deus este que não é um conceito, nem está distante, ele já se revelou por Jesus Cristo o qual cumpriu as profecias, na verdade podes não aceitar, ainda que estejas a negar a História, mas não podes ficar indiferente, ou a tua vida muda ou permanecerás na desorientação. Diante de Cristo ou se aceita ou se rejeita, quem o aceitar viverá eternamente bem, mas quem o rejeitar, Deus far-lhe-á um favor, deixar-lho-á para sempre afastado de Deus pois essa é a sua escolha e não haverá mais nenhum indício de Deus e do que ele fez, não haverá sorrisos de crianças, gozo, paz e tantas mais outras coisas mas só ausência. Ausência de Deus, de paz, de amor, de companhia, etc.

É tempo de sermos apelidados de estúpidos pela humanidade cega, pois só assim salvaremos as nossas almas, não me faz nenhum problema ser apelidado de cego quando vejo. Só o que vê além da natureza vê realmente a natureza, só o supranaturalista realmente sabe o que é a natureza. Contra a maré continuamos a gritar que Cristo é a Resposta. Uma resposta a toda a necessidade do Homem, começando no espírito e acabando no corpo.

Se o leitor que teve a curiosidade ou a coragem de ler estas letras até ao fim tem o desplante de dizer que o meu discurso é falso, remeta-se à sua miserável posição pois o seu pensamento não passam de acções mecânicas de átomos em virtude de uma causa desconhecida, como tal não tem maneira de os considerar verdadeiros, e só o poderiam ser por sorte, irrisória sorte. Lembre-se ainda que não tem maneira de me dizer o que está certo e o que está errado, pois não há padrão para avaliar movimentos de átomos de um cérebro, e se padrão são movimentos de átomos também como avaliar o padrão? É um argumento tipo espiral infinita... Relembro-lhe ainda que você nem sequer é um indivíduo, mas um conjunto de matéria que teve o azar de se tornar um ser vivo, você não tem livre-arbítrio, tudo deriva de uma causa inatingível. Triste sorte a dos naturalistas, vale-lhes que Deus os ama. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O Método Não Prova a Causa

Diante de um mundo repleto de questões, todos nós ansiamos por respostas. Ninguém gosta de ficar com perguntas por responder quando existem respostas para estas. A Verdade é um constante anseio, desejamos uma resposta verdadeira, um relato correcto, a expressão mais fidedigna.

É neste clima de interrogações que surge este texto, não pretendendo propriamente responder a perguntas, mas com uma intenção muito clara, definir o tipo de resposta que determinada pergunta deve receber, fazendo com que respostas desviantes sejam rejeitadas, porque nós queremos uma resposta, mas uma resposta verdadeira.

As questões que me refiro são da ordem das origens, origem da vida, do universo, da moral, etc. No que diz respeito a estas questões propriamente ditas existem duas cosmovisões: a cosmovisão naturalista, a qual defende que todas as coisas surgiram por processos naturais; e a cosmovisão criacionista, esta defende que todas as coisas surgiram por um processo sobrenatural orientado por um Deus. Antes que o leitor possa sequer se questionar, permita-me uma ressalva, quando me refiro a todas as coisas, refiro-me àquilo que nunca nenhum ser humano viu originar.
"a resposta de como, quando e onde não chega,
precisamos de saber quem, porque com base na
mesma ciência sabemos que nunca nada
se originou sem um originador
"

Analisando estas cosmovisões, calculamos que a mais perto da verdade, seja aquela que despoletando menos questões, responda a mais.
A cosmovisão criacionista, baseada numa fé corroborada pela ciência declara enfaticamente que uma vez que o universo e tudo o que nele há, não tem possibilidade de surgir por processos naturais, só pode ser surgido de uma forma sobrenatural. Já a cosmovisão naturalista, defende que por muita, muita sorte, tudo existe, talvez melhor, defende que por uma sorte incalculável tudo o que existe simplesmente surgiu, aliado a isso tem uma série de explicações.

É aqui que começo a debruçar-me propriamente no tema, serão as explicações naturalistas viáveis? Poderá esta visão responder a mais questões sem gerar mais algumas? Eu creio profundamente que não. Mas como eu disse, eu queria mesmo debruçar-me sobre a qualidade da resposta e não propriamente sobre a sua essência. A pesquisa naturalista para estas questões tem vindo a descobrir bastantes verdades, sim eu estou a falar em verdades, porém esta cosmovisão encalhou, pensou que o método explicaria a causa. Chamo método, porque calculo que muitos cientistas ateus têm descoberto os processos pelos quais Deus criou tudo, daí eu não lhe chamo forma, mas sim método, o método de Deus. O pensamento naturalista, têm explicado a maneira como o universo se tem composto, ou seja o método, mas meus caros, a questão são as origens, não os processos. E os processos não nos deixam respondidos quanto à causa. Acredito que o universo possa ter começado com uma explosão colossal, mas não posso acreditar que não havendo nada, tenha havido uma explosão com uma precisão tremenda e tudo tenha simplesmente aparecido, sem uma única intervenção sobrenatural. Acredito em pleno que a ausência de gravidade faça unir os elementos, mas não posso acreditar que todos eles se tenham unido de uma forma perfeitamente casual. Como podemos ver ateus e teístas, partilham algumas crenças no método, trata-se de ciência pura, e aí ninguém dúvida (ou ninguém deveria), mas não nos podemos esquecer da ciência no seu sentido "criminalístico" total (quem, onde, quando e como), a resposta de como, quando e onde não chega, precisamos de saber quem, porque com base na mesma ciência sabemos que nunca nada se originou sem um originador, explicar o método completo de como se fez uma bomba caseira, não desvirtua que definitivamente alguém a tenha feito, antes pelo contrário aponta para o criador da mesma.
Enfim, eu acredito em muitas partes do método abordadas pelos ateus, mas não posso acreditar na causa, tal como eu vários cientistas ao longo dos séculos, inclusivamente ateus têm começado a acreditar num Deus ou a tornarem-se agnósticos, isto porque o método é demasiadamente transcendente, para uma causa tão vã.

Quem pensa que vai encontrar ateísmo em investigações cuidadas engana-se redondamente, encontraremos sempre e claramente a impressão digital de Deus.